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A Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde (CNDSS) foi
criada pelo
Decreto Presidencial de
13/3/2006
e teve seu
Regimento Interno
aprovado pela Portaria MS/1358, de 23/06/06. Ela é integrada por
dezesseis especialistas e
personalidades da vida social, econômica, cultural e científica do
país. Eles foram nomeados pelo Ministro da Saúde, por meio da
Portaria nº 532, de 14 de março de 2006.
Sua criação e composição expressam o
reconhecimento de que a saúde é um bem público, a ser construído com
a participação solidária de todos os setores da sociedade
brasileira. Está inspirada nos princípios e valores que orientam a
Reforma Sanitária Brasileira e que tem como sua principal expressão
o artigo 196 da Constituição Federal, onde se reconhece que “A
saúde é direito de todos e dever do Estado...”.
Em seu
discurso, por ocasião do
lançamento da CNDSS, o então Ministro da Saúde, Saraiva Felipe, disse que “a CNDSS
possui todas as condições para incorporar-se e reforçar o processo
da reforma sanitária brasileira, contribuindo para promover uma
ampla tomada de consciência da nossa sociedade sobre as graves
iniqüidades de saúde que ainda persistem e que somente poderão ser
combatidas com intervenções sociais baseadas no conhecimento
científico e numa ampla base de sustentação política”.
O Decreto Presidencial que criou a CNDSS
constituiu também um Grupo de Trabalho Intersetorial. O Grupo é
integrado por diversos Ministérios relacionados com os Determinantes
Sociais da Saúde (DSS), além dos Conselhos Nacionais de Secretários
Estaduais e Municipais de Saúde (CONASS e CONASEMS). O trabalho
articulado da CNDSS com este Grupo
permitirá que se
multipliquem ações integradas entre as diversas esferas da
administração pública; e que as já existentes ganhem maior coerência
e efetividade.
A CNDSS se
insere num processo global, desencadeado pela Organização Mundial da
Saúde (OMS), quando esta criou sua
Comissão sobre Determinantes
Sociais, em março de 2005. Esta Comissão está integrada por vinte
destacados líderes internacionais, do
mundo político, de governos, da sociedade civil e da academia. Apesar
de sua curta existência, já vem se consolidando como um fórum
estratégico, que promove a organização do conhecimento sobre os
determinantes sociais de saúde, para fortalecer o combate das
iniqüidades em saúde. Com a criação de sua Comissão Nacional, o
Brasil se integra decididamente a esse processo global. |